quinta-feira, 10 de setembro de 2009

mplo

# Gases perfeitos

- Equação de Clayperon

T: KELVIN

N: N° MOL

R: 0, 082

P: ATM

V: L

- Equação geral dos gases perfeitos



# TRANSFORMAÇÕES:

Transformação Isobárica

É aquela em que o gás se mantém em uma pressão constante. Se aumentarmos a temperatura de um gás aprisionado, seu volume irá aumentar e sua densidade diminuir, ocasionando também a diminuição da pressão. Assim, podemos chamar esse processo de transformação isobárica, já que a pressão do gás foi a mesma.
Em uma transformação isobárica, o volume V e a temperatura T sempre são diretamente proporcionais (Lei de Charles e Gay-Lussac)

Transformações Isométricas

Uma transformação isométrica nada mais é do que uma transformação onde o volume do gás se mantém constante. Nestes casos, a pressão e a temperatura absoluta são diretamente proporcionais (Lei de Charles).

Transformações Isotérmicas

É aquela onde o gás é mantido em uma temperatura constante. Em uma transformação isotérmica, a pressão e o volume são inversamente proporcionais (Lei de Boyle)
.



Não perde e nem ganha calor, só vai haver contrações de volumes.

# Transmissão de calor

- CONDUÇÃO: SÓLIDOS

- CONVECÇÃO: LIQUIDOS E GASES

- IRRADIAÇÃO: SEM MATÉRIA/ RADIAÇÃO ELETROMAGNETICA.

# LEI DE FOUVIER

Seja J a densidade de corrente de energia (energia por unidade de área e por unidade de tempo), que é estabelecida na barra devido a diferença de temperaturas entre dois pontos da mesma. A lei de Fourier afirma que há uma proporcionalidade entre o fluxo de energia J e o gradiente de temperatura.



Consideremos um elemento da barra de comprimento dx e secção S. A energia que entra no elemento de volume na unidade de tempo é JS, e a que sai é J’S. A energia do elemento varia, na unidade de tempo, de uma quantidade igual a diferença entre o fluxo entra e o fluxo que sai.


Esta energia é empregada para mudar a temperatura do elemento. A quantidade de energia absorvida ou cedida (na unidade de tempo) pelo elemento é igual ao produto da massa deste elemento pelo calor específico e pela variação de temperatura.

Igualando ambas as expressões, e tendo em conta a lei de Fourier, obtemos a equação diferencial que descreve a condução térmica

Termodinâmica (do grego θερμη, therme, significa "calor"[1] e δυναμις, dynamis, significa "potência") é o ramo da Física que estuda os efeitos da mudança em temperatura, pressão e volume em sistemas físicos na escala macroscópica. A grosso modo, calor significa "energia" em trânsito, e dinâmica se relaciona com "movimento". Por isso, em essência, a Termodinâmica estuda o movimento da energia e como a energia cria movimento. Historicamente, a Termodinâmica se desenvolveu pela necessidade de aumentar a eficiência das primeiras máquinas a vapor.

É bastante conhecido o fato de que qualquer porção de matéria ou determinada substância é constituída de partículas denominadas moléculas. As propriedades deste sistema de partículas são determinadas por suas propriedades termodinâmicas.


Típico sistema termodinâmico, mostrando entrada de uma fonte de calor (caldeira) na esquerda e saída para um redutor de calor (condensador) na direita. Trabalho é extraído, neste caso, por uma série de pistões.

A partir de uma visão macroscópica para o estudo do sistema, que não requer o conhecimento do comportamento individual destas partículas, desenvolveu-se a chamada termodinâmica clássica. Ela permite abordar de uma maneira fácil e direta a solução de nossos problemas. Uma abordagem mais elaborada, baseada no comportamento médio de grandes grupos de partículas, é chamada de termodinâmica estatística.

O ponto inicial para a maioria das considerações termodinâmicas são as Leis da Termodinâmica, que postulam que a energia pode ser transferida de um sistema físico para outro como calor ou trabalho. [5] Elas também postulam a existência de uma quantidade chamada entropia, que pode ser definida para qualquer sistema.[6].

Em Termodinâmica, interações entre grandes conjuntos de objetos são estudadas e categorizadas. Para este estudo, os conceitos de sistema e vizinhanças são centrais. Um sistema é composto de partículas cujo movimento médio define suas propriedades, relacionadas através das equações de estado. Propriedades podem ser combinadas para expressar energia interna e potenciais termodinâmicos, que são úteis para determinadas condições de processos de equilíbrio e espontâneos.

Com estas ferramentas, a termodinâmica descreve como os sistemas respondem a mudanças em suas vizinhanças. Isso pode ser aplicado para uma ampla variedade de tópicos em ciência e tecnologia, como por exemplo, máquinas, transições de fases, reações químicas, fenômenos de transporte e até buracos negros. Os resultados da termodinâmica são essenciais para outros campos da física e da química, engenharia química, engenharia aeroespacial, engenharia mecânica, biologia celular, engenharia biomédica, ciências dos materiais e economia, para citar alguns.


História

Sadi Carnot (1796-1832)

A breve história da termodinâmica começa com Otto von Guericke que em 1650 projetou e construiu a primeira bomba de vácuo do mundo, e o primeiro vácuo artificial do mundo, através das esferas de Magdeburg. Ele foi incentivado pela busca em provar a invalidade da antiga percepção de que "a natureza tem horror ao vácuo" e de que não poderia haver vazio ou vácuo, "pois no vácuo todos os corpos cairiam com a mesma velocidade" tal como descreveu em ambos os casos Aristóteles [1].

Logo após este evento, o físico e químico Irlandês Robert Boyle tomou ciência dos experimentos de Guericke, e em 1656, em coordenação com o cientista Inglês Robert Hooke, construiu uma bomba de ar.[9] Usando esta bomba, Boyle e Hooke perceberam uma correlação entre pressão, temperatura e volume. Em tempo, a Lei de Boyle foi formulada, que estabelece que a pressão e o volume são inversamente proporcionais. Então, em 1679, baseado nestes conceitos, um conhecido de Boyle chamado Denis Papin construiu um forno de pressão (marmita de Papin), que era um vaso fechado com uma tampa fechada hermeticamente que confinava o vapor até alta pressão ser gerada.

Projetos posteriores incluíram uma válvula de alívio para o vapor, evitando que o recipiente explodisse devido à alta pressão. Observando o movimento rítmico da válvula de alívio para cima e para baixo, Papin concebeu a idéia de uma máquina constituída de um pistão e um cilindro. Mas Papin não seguiu adiante com a idéia. Foi somente em 1697, baseado nas idéias de Papin, que o engenheiro Thomas Savery construiu a primeira máquina a vapor. Embora nesta época as máquinas fossem brutas e ineficientes, elas atraíram a atenção dos principais cientistas da época. Um destes cientistas foi Sadi Carnot, o "pai da termodinâmica", que em 1824 publicou "Reflexões sobre a Potência Motriz do Fogo", um discurso sobre o calor, potência e eficiência de máquina. O texto trouxe as relações energéticas básicas entre a Máquina de Carnot, o Ciclo de Carnot e a Potência Motriz. Isto marcou o início da Termodinâmica como ciência moderna.[3].

Processos

Sempre que uma ou mais propriedades de um sistema varia, diz-se que ocorreu uma mudança de estado. O caminho através de sucessivos estados pelo qual passa o sistema é definido como processo. Um processo de quase-equilíbrio (quasi-estático) é aquele em que o desvio do equilíbrio termodinâmico é infinitesimal, e todos os estados pelo qual o sistema passa pode ser considerado como estados de equilíbrio. Muitos processos reais podem ser aproximados com precisão pelo processo de quase-equilíbrio.

Princípios da Termodinâmica

De acordo com o princípio da Conservação da Energia, a energia não pode ser criada nem destruída, mas somente transformada de uma espécie em outra. O primeiro princípio da Termodinâmica estabelece uma equivalência entre o trabalho e o calor trocados entre um sistema e seu meio exterior.

Consideremos um sistema recebendo uma certa quantidade de calor Q. Parte desse calor foi utilizado para realizar um trabalho W e o restante provocou um aumento na sua energia interna U.

A expressão

  • Q = ΔU + W

Representa analiticamente o primeiro princípio da termodinâmica cujo enunciado pode ser:

A variação da energia interna de um sistema é igual à diferença entre o calor e o trabalho trocados pelo sistema com o meio exterior. Ela também pode ser

representada pela fórmula U=\frac{3}{2} n R (T_f-T_i), onde n é o número de mols do gás, R é a constante dos gases, Tf a temperatura final e Ti a temperatura inicial do gás.

Para a aplicação do primeiro princípio de Termodinâmica devem-se respeitar as seguintes convenções:

  • Q > 0: calor recebido pelo sistema.
  • Q <>
  • W > 0: volume do sistema aumenta; o sistema realiza trabalho.
  • W <>
  • U > 0: temperatura do sistema aumenta.
  • U <>

Uma forma fácil de saber o sinal sem ter que decorar essa tabela é usar as fórmulas. Por exemplo, na fórmula do trabalho W = p(V2V1), se V2 > V1, o sinal do trabalho será positivo. Logo, quando o gás realiza trabalho sobre o meio (expansão), o sinal é positivo (volume aumenta). Podemos dizer que a energia interna do sistema é uma função de estado, pois ela depende unicamente da temperatura do sistema. Se não há variação de temperatura a variação da energia interna é nula.

Transformações termodinâmicas particulares Transformação isotérmica: Como a temperatura do sistema se mantém constante, a variação da energia interna é nula. Por exemplo, considere um gás sofrendo uma expansão isotérmica conforme mostra as figuras. A quantidade de calor que o gás recebe é exatamente igual ao trabalho por ele realizado. A área sombreada sob a curva é numericamente igual ao trabalho realizado. Transformação isométrica: como o volume do sistema se mantém constante, não há realização de trabalho. Todo o calor trocado com o meio externo é transformado em variação da energia interna. Se o sistema recebe calor: • Q > 0 ⇒ U > 0: temperatura aumenta se o sistema recebe calor. • Q < q="cdt=" q="5,0*50Q="> 0 ⇒ temperatura aumenta. T <> Parte do calor que o sistema troca com o meio externo está relacionado com o trabalho realizado e o restante com a variação da energia interna do sistema. Transformação adiabática: Nessa transformação, o sistema não troca calor com o meio externo; o trabalho realizado é graças à variação de energia interna. Numa expansão adiabática, o sistema realiza trabalho sobre o meio e a energia interna diminui. Expansão adiabática ocorre uma diminuição da temperatura. Durante a compressão adiabática, o meio realiza trabalho sobre o sistema e a energia interna aumenta. Ocorre uma elevação de temperatura. Transformação cíclica Denomina-se transformação cíclica ou cilo de um sistema o conjunto de transformações sofridas pelo sistema de tal forma que seus estados final e inicial são iguais. Como a temperatura final é igual à temperatura inicial, a energia interna do sistema não varia, havendo uma igualdade entre o calor e o trabalho trocados em cada ciclo. Num diagrama p x V uma transformação cíclica é representada por uma curva fechada. A área interna do ciclo é numericamente igual ao trabalho total trocado com o meio exterior. Quando o ciclo é percorrido no sentido horário, o sistema recebe calor e realiza trabalho; e no sentido anti-horário o sistema cede calor e recebe trabalho,ou seja: W=Q já que U=0 isso em ciclo horário.ex: máquinas térmicas Q=W também U=0 quando em ciclo anti-horário .ex: máquinas frigoríficas Em uma transformação cíclica existe equivalência entre o calor Q trocado pelo gás e o trabalho realizado. Termodinâmica A termodinâmica permite determinar a direção na quais vários processos físicos e químicos irão ocorrer. Também permite determinar as relações entre as diversas propriedades de uma substância. Contudo ela não trabalha com modelos da microestrutura da substância, e não é capaz de fornecer detalhes dela, mas uma vez que alguns dados sejam conhecidos, através do método da termodinâmica clássica, outras propriedades podem ser determinadas. Leis da Termodinâmica A termodinâmica é baseada em leis estabelecidas experimentalmente: • A Lei Zero da Termodinâmica determina que, quando dois corpos têm igualdade de temperatura com um terceiro corpo, eles têm igualdade de temperatura entre si. Esta lei é a base para a medição de temperatura. • A Primeira Lei da Termodinâmica fornece o aspecto quantitativo de processos de conversão de energia. É o princípio da conservação da energia e da conservação da massa, agora familiar, : "A energia do Universo é constante". • A Segunda Lei da Termodinâmica determina o aspecto qualitativo de processos em sistemas físicos, isto é, os processos ocorrem numa certa direção mas não podem ocorrer na direção oposta. Enunciada por Clausius da seguinte maneira: "A entropia do Universo tende a um máximo". • A Terceira Lei da Termodinâmica estabelece um ponto de referência absoluto para a determinação da entropia, representado pelo estado derradeiro de ordem molecular máxima e mínima energia. Enunciada como "A entropia de uma substância cristalina pura na temperatura zero absoluto é zero". É extremamente útil na análise termodinâmica das reações químicas, como a combustão, por exemplo.

quarta-feira, 24 de junho de 2009


Professor Edmilson - Física



Termologia (termo = calor, logia = estudo) é a parte da Física encarregada de estudar o calor e seus efeitos sobre a matéria. A termologia está intimamente ligada à energia térmica, estudando a transmissão dessa energia e os efeitos produzidos por ela quando é fornecida ou retirada de um corpo.
Calor é a energia que flui de um corpo com maior temperatura para outro de menor temperatura. Como sabemos a unidade de representação de qualquer forma de energia é o joule (J), porém para designar o calor, é adotada uma unidade prática denominada caloria, onde 1 cal = 4,186 J.

O calor sensível (Q) é aquele que provoca nos corpos apenas mudanças de temperatura. Diferentemente, o calor latente não modifica suas temperaturas, porém provoca mudanças no estado de agregação dos materiais.


Q= Quantidade de calor
m = massa
c = calor específico
Δt = variação de temperatura

O calor latente (L) nos informa a quantidade de calor que uma unidade de massa de um determinado material necessita receber ou perder para mudar seu estado físico de agregação.

Q = quantidade de calor total (J)
m = massa (kg)
L = calor latente (J/kg)

Temperatura é a grandeza que mede o estado de agitação das moléculas. Quanto mais quente estiver uma matéria, mais agitadas estarão suas moléculas, assim, a temperatura é o fator que mede a agitação dessas moléculas, determinando se uma matéria está quente, fria, etc.

Capacidade Térmica (CT)


É a quantidade de calor recebida ou cedida por um corpo para que sua temperatura se altere de 1oC.
CT = Q/Δt

CT = mc


O Calor Específico


O calor específico consiste na quantidade de calor que é necessário fornecer à unidade de massa de uma substância para elevar a sua temperatura de um grau e expressa-se em calorias por grama e por grau. Para o caso da água, o calor específico foi convencionado ser de 1 cal/kg.
Quando a capacidade calorífica é dada para uma mol de substância, esta passa a designar-se capacidade calorífica molar ou calor específico molar.
Definem-se calores específicos a pressão constante e a volume constante, representados, respectivamente, por Cp e por Cv, ambos dependentes da temperatura.
O calor específico pode ser medido usando um calorímetro.



Princípios das Trocas de Calor


Num recipiente termicamente isolados a soma das quantidades de calor é nula.
- Q(recebido) + Q(Cedido) = 0
∑Q = 0
- Obs.: Numa troca de calor a temperatura de equilíbrio térmica fica mais próxima de quem possuí maior capacidade térmica. Se esta for a mesma, a temperatura de equilíbrio será a média aritmética da temperatura dos corpos envolvidos.
- Obs.2: Quando o calorímetro participa das trocas de calor, muitas vezes sua temperatura inicial é omitida. Quando isso acontecer deve-se considerar a temperatura inicial do calorímetro igual a da temperatura da 1º substância introduzida no mesmo.

Calor e Mudança de Estado


Toda matéria, dependendo da temperatura, pode se apresentar em três estados: sólido, líquido e gasoso.
As possíveis mudanças de estado, quando uma substância recebe ou cede calor, estão esquematizadas na figura abaixo:



Diagrama de Fases

Em física química, mineralogia e ciência de materiais, um diagrama de fase é um tipo de gráfico que mostra as condições de equilíbrio entre as fases termodinamicamente distintas. Em matemática e em física, um diagrama de fase também tem significados alternativos, como um sinônimo de espaço fásico.




Alina, nº. 03; Daniel, nº. 10; Isabela, nº. 17; Rafaela, nº. 26 e Rauanna, nº. 27.

terça-feira, 19 de maio de 2009

  • O QUE SÃO ESCALAS TERMOMÉTRICAS?




Você sabe que se quiser medir a largura de uma mesa, por exemplo, vai ter que decidir qual escala usar. Talvez você use o metro, talvez o centímetro. Pois bem, quando você precisar medir temperatura também terá que escolher uma escala. As três mais conhecidas e utilizadas são as escalas Celsius (ºC), Fahrenheit (ºF) e Kelvin (K).
O aparelho usado para se obter valores numéricos para a temperatura chama-se termômetro, e o seu princípio de funcionamento está ligado à dilatação térmica dos corpos (lembra do ar dentro do saquinho que murchava e estufava, ou seja, aumentava e diminuía seu volume? Este é um exemplo de dilatação térmica). Dentro dos termômetros geralmente existe mercúrio (um metal líquido), que ao sofrer mudança de temperatura dilata ou se contrai, subindo ou descendo no tubo. O quanto ele sobe ou o quanto ele desce nos dá valores de temperaturas, que dependem da escala usada.
Um Pouco de história
A título de curiosidade veja como surgiram estas três escalas mais comuns, e mais usadas.
Escala Kelvin
Já vimos que a temperatura é uma grandeza que mede o nível de agitação das moléculas de um corpo. Quanto maior a agitação maior a temperatura, e quanto menor a agitação, menor a temperatura. .
O que seria então lógico pensar a respeito da temperatura quando as moléculas de um corpo qualquer não tivessem agitação nenhuma?
Pois é, a temperatura deveria ser igual a zero. Se não tem agitação não tem também temperatura. Este estado de ausência de agitação é conhecido como zero absoluto, e não pode ser experimentalmente alcançado, embora possa se chegar muito próximo dele.
A escala Kelvin adota como ponto de partida (0 K) o zero absoluto, ou seja, o ponto onde ocorre esta ausência total de vibração das moléculas.
Nesta escala o gelo se forma a 273K e a água ferve a 373K (ao nível do mar).
Esta escala é muito usada no meio científico, já que ela pertence ao Sistema Internacional (SI).

Escala Fahrenheit
Esta escala foi criada pelo inventor do termômetro de mercúrio, Daniel Gabriel Fahrenheit, lá pelos anos de 1714. Para isso ele escolheu dois pontos de partida, chamados atualmente de pontos fixos. Inicialmente ele colocou seu termômetro, ainda sem nenhuma escala, dentro de uma mistura de água, gelo e sal de amônio. O mercúrio ficou estacionado em determinada posição, a qual ele marcou e chamou de zero. Depois ele colocou este mesmo termômetro para determinar um segundo ponto, a temperatura do corpo humano. Quando o mercúrio novamente estacionou em determinada posição ele a marcou e chamou de 100. Depois foi só dividir o espaço entre o zero e o 100 em cem partes iguais. Estava criada a escala Fahrenheit.
Depois disso, quando Fahrenheit colocou seu termômetro graduado numa mistura de água e gelo, obteve o valor de 32ºF, e quando colocou-o em água fervendo obteve o valor de 212ºF. Portanto, na escala Fahrenheit a água vira gelo a 32ºF e ferve a 212ºF.
Esta escala é mais usada nos países de língua inglesa, com exceção da Inglaterra, que já adotou o Celsius.

Escala Celsius
A escala Celsius foi criada por Anders Celsius, um astrônomo sueco, em 1742. Ele escolheu como pontos fixos, os quais a sua escala seria baseada, os pontos de fusão do gelo (quando o gelo vira água) e de ebulição da água (quando a água ferve). Ele colocou um termômetro dentro de uma mistura de água e gelo, em equilíbrio térmico, e na posição onde o mercúrio estabilizou marcou o ponto zero. Depois colocou o termômetro na água em ebulição e onde o mercúrio estabilizou marcou o ponto 100. Estava criada a escala Celsius. Sua vantagem era que ela poderia ser reproduzida em qualquer canto do planeta, afinal, ao nível do mar, a água sempre vira gelo e ferve no mesmo ponto, e agora também na mesma temperatura.
A escala Celsius é a mais comum de todas as escalas termométricas.


Relação entre as escalas termométricas
Agora você deve estar se perguntando:
"Como eu faço para transformar uma escala na outra?" Se alguém me falar que a temperatura em Nova Iorque é de 59ºF, como vou saber realmente se lá está muito quente ou frio, já que eu estou acostumado com outra escala, a Celsius?
Existe uma equação que pode ser usada para fazer estas conversões. Com ela podemos transformar ºF em ºC, K em ºC e ºF em K, e outras transformações mais que quisermos. veja a equação abaixo:



Bom, agora que você já sabe o que são escalas termométricas já pode resolver uma atividade envolvendo este assunto.
Dilatação Térmica dos Sólidos
Começaremos discutindo a dilatação em sólidos. Para um estudo mais detalhado podemos separar essa dilatação em três tipos: dilatação linear (aquela que ocorre em apenas uma dimensão), dilatação superficial (ocorre em duas dimensões) e dilatação volumétrica (ocorre em três dimensões).


Dilatação Linear

Quando estamos estudando a dilatação de um fio, teremos a ocorrência predominante de um aumento no comprimento desse fio. Essa é a característica da dilatação linear. Imaginemos uma barra de comprimento inicial Lo e temperatura inicial to. Ao aquecermos esta barra para uma temperatura t ela passará a ter um novo comprimento L. Vejamos o esquema:



Para responder a questão anterior devemos avaliar outra questão:

Do que depende a dilatação linear de uma barra?

Poderíamos citar:
→ o comprimento inicial;
→ a variação da temperatura;
→ o tipo do material.

Logo temos que:


O coeficiente de dilatação linear é a grandeza que indica o material utilizado. Cada material possui um a diferente. Ele é o fator determinante para escolhermos um material que não se dilata facilmente ou o contrário.

DILATAÇÃO SUPERFICIAL




Dilatação superficial é aquela em que predomina a variação em duas dimensões, ou seja, a variação da área.

Consideremos uma placa de área inicial S, à temperatura inicial ti. aumentado a temperatura da placa para tf sua área passa para Sf.
A experiência mostra que S é proporcional a Si e t. Logo: S = Si t.

Em que é o coeficiente de dilatação superficial do material que constitui a placa ( = 2).

Da mesma forma que para a dilatação linear, podemos escrever: Sf = Si [1+ ( tf - ti)]

DILATAÇÃO VOLUMÉTRICA:
Quando estamos estudando a dilatação de um paralelepípedo, teremos a ocorrência predominante de um aumento no volume desse corpo. Essa é a característica da dilatação volumétrica. Imaginemos um paralelepípedo de volume inicial Vo e temperatura inicial to. Ao aquecermos este corpo para uma temperatura t ele passará a ter um novo volume V.

Vejamos o esquema



Do que depende a dilatação volumétrica do paralelepípedo ?
Poderíamos citar:

→ o volume inicial;
→ a variação da temperatura;
→ o tipo do material.

Logo temos que:


O coeficiente de dilatação volumétrica é a grandeza que indica o material utilizado. A relação do coeficiente de dilatação volumétrica com o linear é dada por:

y: 3. a

sexta-feira, 17 de abril de 2009



É a parte da física que estuda as forças exercidas por e sobre fluidos em repouso. Também chamada fluidostática (hidrostática refere-se a água, que foi o primeiro fluido a ser estudado, assim por razões históricas mantém-se o nome).


AS LEIS DA HIDROSTÁTICA:


1 . Leis de Stewien: ( Pb-Pa=ρ. Δh)
Aplicação:



Vasos comunicantes é um termo utilizado para designar a ligação de dois recipientes através de um duto fechado. Um recipiente formado por diversos ramos que se comunicam entre si, constitui um sistema de vasos comunicantes. Um exemplo de vasos comunicantes é o tubo em U.


2 . Experiência de Torriceli:





O físico italiano Evangelista Torricelli (1608-1647) realizou uma experiência para determinar a pressão atmosférica ao nível do mar. Ele usou um tubo de aproximadamente 1,0 m de comprimento, cheio de mercúrio (Hg) e com a extremidade tampada. Depois, colocou o tubo , em pé e com a boca tampada para baixo, dentro de um recipiente que também continha mercúrio. Torricelli observou que, após destampar o tubo, o nível do mercúrio desceu e estabilizou-se na posição correspondente a 76 cm, restando o vácuo na parte vazia do tubo.






Na figura, as pressões nos pontos A e B são iguais (pontos na mesma horizontal e no mesmo líquido). A pressão no ponto A corresponde à pressão da coluna de mercúrio dentro do tubo, e a pressão no ponto B corresponde à pressão atmosférica ao nível do mar:
pB = pA è pATM = pcoluna(Hg)
Como a coluna de mercúrio que equilibra a pressão atmosférica é de 76 cm, dizemos que a pressão atmosférica ao nível do mar equivale à pressão de uma coluna de mercúrio de 76 cm. Lembrando que a pressão de uma coluna de líquido é dada por dgh (g = 9,8 m/s2), temos no SI :
pATM @ 76cmHg = 760mmHg = 1,01x105 Pa
A maior pressão atmosférica é obtida ao nível do mar (altitude nula). Para qualquer outro ponto acima do nível do mar, a pressão atmosférica é menor. A tabela a seguir apresenta a variação da pressão atmosférica de acordo com a altitude.




3 . Teorema de Pascal: (Acréscimo de Pressão)







Uma variação de pressão provocada num ponto de um fluido em equilíbrio transmite-se a todos os pontos do fluido e às paredes que o contêm.









3.1 . Aplicação do Teorema de Pascal:


Uma aplicação prática é a prensa hidráulica. Para um êmbolo de 10m² e outro de 1m², uma força equivalente a 70kg será suficiente para levantar um veículo que pese 700kg, no outro êmbolo.



















4 . Teorema de Arquimedes: (Empuxo)





Um corpo sólido imerso num fluido sofre a ação de uma força dirigida para cima igual ao peso do fluido deslocado.







4.1 .Peso Aparente: (Paparente = Preal - E)


Quando um corpo mais denso que um líquido é totalmente imerso nesse líquido, observamos que o valor do seu peso, dentro desse líquido , é aparentemente menor do que no ar. A diferença entre o valor do peso real e do peso aparente corresponde ao empuxo exercido pelo líquido.






Produção: Radik Fisic (Rauanna Dias, Alina Kelly, Daniel Paiva, Isabela Lopes, Rafalela Karine)
2°ano CE II VESPERTINO

Prof. Edmilson (e-fisica@bol.com.br)